Tietê trata apenas de 50% do esgoto produzido no município.

Um levantamento divulgado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informa que Sarapuí (SP) tem um dos índices mais baixos de tratamento de esgoto do Estado. O relatório também alerta sobre o saneamento básico em Tietê (SP).

Segundo a Cetesb, menos de 10% de todo o esgoto produzido no município é tratado. Ou seja, mais de 90% dos dejetos são descartados na natureza.

90% do esgoto em Sarapuí é despejado na natureza, aponta Cetesb (Foto: Reprodução/TV TEM)

90% do esgoto em Sarapuí é despejado na natureza, aponta Cetesb (Foto: Reprodução/TV TEM)

Parte do esgoto da cidade é despejado em um córrego que passa no Centro da cidade. O motorista Thiago José do Prado até evita levar a filha para brincar em um parquinho que fica próximo ao rio devido ao mau cheiro.

“Às vezes, levo ela para brincar aqui [no parque], mas sempre sobe um mau cheiro deixando um ambiente desagradável para trazer as crianças, por isso evito trazê-la”, diz.

Moradores de Tietê reclamam de lixo descartado no rio que dá nome a cidade (Foto: Reprodução/TV TEM)
Já em Tietê, o relatório aponta que o município trata apenas 50% do esgoto, o resto é despejado em uma represa que desagua no Rio Tietê. A empresária Bibiana Maria Consorte mora ao lado dessa represa e lamenta a situação do rio que deveria ser o orgulho da cidade.

Segundo os dados das análises reunidos no relatório da Cetesb, a principal causa da poluição dos rios monitorados pelo órgão é o despejo de esgoto doméstico sem tratamento ou com baixa eficiência de tratamento, que é o que acontece nessas duas cidades da região.nto, é Striste”, lamenta.

Sarapuí tem um dos índices mais baixos de todo o estado em tratamento de esgoto (Foto: Reprodução/TV TEM)

Ainda segundo os dados das análises reunidos no relatório da Cetesb, a principal causa da poluição dos rios monitorados pelo órgão é o despejo de esgoto doméstico sem tratamento ou com baixa eficiência de tratamento, que é o que acontece nessas duas cidades da região.

De acordo com a bióloga Vanessa Mendes, se as cidades investissem no tratamento de esgoto, reduziriam pelo menos 40% dos gastos com a saúde.

“Doenças como cólera, leptospirose, viroses e hepatite A, que são doenças que levam principalmente crianças à morte, estão ligadas com a água contaminada por esgoto. Ou seja, lugar em que não em tratamento de água, a mortalidade infantil é maior”, afirma.

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