Alterações no gosto e cheiro da água em Uruguaiana

Empresa responsável pelo abastecimento diz que água está própria para o consumo, e que aumentou quantidade de produtos químicos para remediar situação.

Moradores de Uruguaiana, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, têm reclamado do gosto e do cheiro ruim da água que sai das torneiras há mais de uma semana. A empresa responsável pelo abastecimento, a BRK Ambiental, no entanto, diz que a água está própria para o consumo.

Análises têm sido feitas pela empresa em diversos pontos da cidade com um laboratório móvel. A empresa diz ainda que aumentou o uso de produtos químicos no tratamento para reduzir o gosto e o cheiro, mas a situação continua.

A alteração ocorre por conta do nível abaixo do normal do rio Uruguai, e o esgoto que é despejado nas águas. A poluição faz com que aumente a concentração de algas na água, o que provoca a alteração.

A coleta de água para análise é feita diretamente na tubulação onde ficam os medidores de consumo das casas. Os técnicos avaliam os níveis de cloro, flúor, PH, temperatura e cor da água. A análise, conforme a empresa, apontam que os índices estão dentro dos padrões exigidos.

“Chegou a ficar boa, não completamente boa, mas melhor do que estava, mas agora piorou”, afirma o pensionista Jurema dos Santos.

Com menos chuva, o nível do rio Uruguai começou a baixar, dando início às alterações das quais a população tem reclamado. A vigilância ambiental do município, responsável pela fiscalização do abastecimento, acompanha o problema e diz que está tomando as medidas possíveis.

Mas junto a isso, o nível do rio Uruguai segue baixando, e desde que surgiram os primeiros relatos de alteração na água, o nível do rio já baixou quase um metro e meio. No entanto, a Defesa Civil de Uruguaiana acredita que a situação deve melhorar nos próximos dias.

A BRK Ambiental diz por meio de nota que a qualidade da água está de acordo com os padrões exigidos pelo Ministério da Saúde. Os produtos usados no tratamento, entre os quais estão o dióxido de carbono, estariam nos níveis adequados para a qualidade da água do rio.

A vigilância ambiental do município deve encaminhar até a quinta-feira (18) uma análise própria da água nos bairros onde a reclamação é maior.

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