Seu filho bebe pouca água?

Isso pode trazer problemas para a saúde

Beber água e, assim, equilibrar o volume de líquido no organismo pode ajudar a garantir a saúde, já que este é um nutriente essencial para as funções vitais do corpo. De acordo com o Ministério da Saúde, a falta de água atrapalha o funcionamento de órgãos como coração e rins, além de ajudar na circulação e na eliminação de impurezas por meio do suor e da urina. Cerca de 70% da massa corporal de uma pessoa é composta de água.

A  Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA) criou uma tabela com as recomendações de consumo de água por faixa etária. De acordo com essas recomendações, crianças entre 4 e 8 anos devem beber 1,3 litro de água por dia. Entre 9 e 13 anos, a recomendação sobe para 1,7 litro. A partir daí, exitem diferenças de acordo com o sexo. No caso das meninas entre 14 e 18 anos, o ideal é que sejam bebidos 2 litros de água por dia. No caso dos meninos da mesma idade, o ideal é o consumo de, pelo menos, 1,6 litro.

A Universidade de Zaragoza desenvolveu um estudo em parceria com a Danone Research, em diversos países, sobre o hábito de beber água. O resultado aponta que, no Brasil, o consumo de água entre crianças e adolescentes está abaixo do recomendado. Entre 2008 e 2014 foram analisados dados de 779 crianças e adolescentes, que vivem em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre. O resultado chamou a atenção. Mais de 30% das crianças e adolescentes não atendem às recomendações de consumo diário de água.

De acordo com o pediatra Luis Moreno, professor da Universidade de Zaragoza e responsável pelo estudo, beber pouca água pode trazer diversos problemas para a saúde da crianças. A curto prazo, podem ocorrer alterações cognitivas, como aumento da fadiga, diminuição da concentração e da atenção visual: “Quando avaliamos os impactos a curto prazo em crianças, alguns estudos sugerem que pode haver alteração da memória de curto prazo, da atenção e da memória verbal”, explica o professor. Se a desidratação é leve, mas persistente, pode resultar em problemas ainda mais sérios, como doenças renais crônicas.

Outro ponto que chamou a atenção foi o alto consumo de bebidas açucaradas. Quando se avaliou os tipos de bebidas ingeridas por crianças e adolescentes, a contribuição dos sucos e outras bebidas com índice elevado de açúcar foi de 41%. O resultado foi confirmado por um outro estudo feito em 2016 pelo médico pediatra e nutrólogo Mauro Fisberg, quando foram coletados dados de 2.782 crianças entre 4 e 11 anos de todas as regiões do Brasil.

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