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Água marrom preocupam moradores

Moradores de Santos do conjunto habitacional do bairro enfrentam problemas de fornecimento de água há três meses.

A falta de abastecimento e a água ‘colorida’ saindo das torneiras vêm preocupando os moradores do Complexo Habitacional do Saboó, em Santos, no litoral de São Paulo. Há cerca de um mês, os residentes estão enfrentando a ausência de água em seus apartamentos e, quando tem, o líquido apresenta uma cor amarronzada e odor forte.

Em entrevista ao G1, uma das moradoras do prédio, Mirian Ribeiro, de 42 anos, relata que a ausência de água se tornou um episódio comum. Durante a temporada, entre os meses de dezembro e janeiro, a dona de casa chegou a passar três semanas inteiras sem o abastecimento.

Desde então, o problema se tornou recorrente. “Liguei três vezes para cobrar o abastecimento. Todos os dias eu venho ligando e a resposta que me informam é que o problema será resolvido em até dez dias”, conta.

A ausência de água não é o único problema. Moradores do prédio prestaram queixas à Sabesp a respeito da qualidade da água. “Moro no 5º andar e a água sai amarelada e tem odor desagradável. Minhas vizinhas já notaram que ela está marrom e, ao colocar no balde, a sujeira fica concentrada”, relata Mirian. Além disso, ela conta que não usa a água ‘colorida’ nas tarefas de casa.

Também moradora do conjunto habitacional, a dona de casa Ingrid Menezes, de 22 anos, não está contente com o abastecimento fornecido. A jovem ressalta que a água tem aparência de urina. “É uma barbaridade. Pagamos impostos e a Sabesp para receber isso? Não tem condição”, desabafa.

Em nota, a Sabesp informa que realizou, entre terça e quarta-feira (12 e 13), a manutenção em uma adutora de distribuição de água localizada no bairro Chico de Paula, em Santos, interrompendo o fornecimento de água à região.

Quanto às solicitações dos moradores do Conjunto Habitacional Saboó, a empresa afirma que técnicos verificaram no hidrômetro que o imóvel vem sendo abastecido com pressões adequadas e qualidade da água dentro dos parâmetros exigidos pelo Ministério da Saúde. Durante vistoria, eles orientaram para a necessidade de manutenção na parte interna das instalações hidráulicas e de reservação (limpeza da caixa d’água) do condomínio.