60% dos pacientes com doenças gástricas são afetados pela água.

A professora Veruscka Brasileiro, da Universidade Estadual da Paraíba, comentou sobre a pesquisa de doutorado do professor Irigrácin Lima Diniz Basílio, divulgada na última sexta-feira, que mostrou que 60% dos pacientes com doenças gástricas são afetados pela água.

A pesquisa foi feita no Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC) com pacientes de Campina Grande.

A pesquisadora disse que o órgão estadual segue todos os padrões de potabilidade estipulados pelo Ministério da Saúde e que a bactéria Helicobacter pylori, causadora da gastrite, pode ser encontrada também em vários ambientes, como em rios, lagos, piscinas e esgoto doméstico. Segundo ela, a falta de higiene é o principal propulsor dessa bactéria.

– No estudo do professor da UFCG, ele reforça que existe uma suposição de que a contaminação do H. pylori pode ser através do consumo da água não tratada. No entanto, ele reforça bem, que não pode afirmar isso com certeza, pelo fato de que não foi feito, em momento algum, um estudo dele sobre a análise da água. Então, não temos como confirmar essa questão de que a bactéria está presente na água, pois a água não foi analisada – disse.

A especialista ainda disse que era preciso cautela na divulgação das informações referentes a água em Campina Grande, para evitar um pânico na população, pois, segundo ela, se isso ocorre, o povo pode ir buscar outra fonte de água que não seja tratada e ocasionar um problema maior de saúde pública.

– A Cagepa tem obrigatoriedade de seguir todos os padrões de potabilidade exigidos por lei, e se não cumprir sofre sanções penais e administrativas – ressaltou.

*As informações são da Rádio Campina FM

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